domingo, 10 de setembro de 2017

Ranqueado - Terrence Malick


GUILHERME W. MACHADO

Dentre os cineastas mais inventivos da atualidade, Malick é outro daqueles autores polarizados entre fãs e haters, com a maioria dos cinéfilos – eu seguramente, embora atualmente já tenha me definido bem mais quanto a ele – transitando entre os dois grupos. Não sou, por exemplo, grande fã dos 3 últimos filmes dessa lista; tiro proveito deles, posso até dizer que gosto de Amor Pleno (2012). Os outros dois não é que considero como fracassos, são filmes interessantes, mas em comparação ao êxtase que o restante de seus títulos me provoca, ficam devendo. E com Malick, embora em todos seus trabalhos haja base para uma avaliação bem criteriosa, a experiência pessoal e subjetiva do espectador com cada filme conta muito, por conta da intimidade com a qual trabalha seu material.


sábado, 26 de agosto de 2017

Melhores Filmes da Década de 40


GUILHERME W. MACHADO


Então, dando seguimento às listas de décadas aqui no blog (começadas aqui), vou para uma saudosista. Valem as mesmas regras, lembrando que, como disse no outro post: essa lista não será fixa, estará sempre sujeita à alterações, até porque nunca vou ter "acabado" de ver grandes filmes feitos nos anos 40, e mesmo revisões daqueles que já conheço podem mudar todo panorama. Nada mais apropriado que uma lista "inacabada", sempre em construção, como é a própria cinefilia.

sábado, 5 de agosto de 2017

Crítica: Dunkirk (2017)


GUILHERME W. MACHADO

Ao dar uma entrevista sobre a versão estendida do relançamento de seu Aliens - O Resgate (1986), James Cameron a descreveu, muito habilmente, como "alguns quilômetros a mais numa estrada ruim", referindo-se ao ritmo intenso e sufocante de suspense do filme. Não parece ser muito diferente do objetivo que move Christopher Nolan na realização do seu novo Dunkirk: o de fazer um filme de guerra pelo prazer estético e sensorial de fazer, sem construção de personagens, sem nenhuma mensagem plenamente formada, quase sem um enredo propriamente dito. Apenas quase 2h de uma estrada ruim, ou de um voo turbulento.

domingo, 16 de julho de 2017

Crítica: A Hora do Lobo (1968)



GUILHERME W. MACHADO

Bergman mergulha como nunca em sua carreira no expressionismo para fazer A Hora do Lobo. Os fantasmas imaginados pelo personagem de Max Von Sydow são expressões dele mesmo, reflexos distorcidos de uma alma que sofre. Johan – o homem em questão – é assombrado por traumas do seu passado, eventos que podem variar da sua infância a relacionamentos amorosos mal-resolvidos. E é nesse tipo de terreno psicológico, trabalhando com mentes perturbadas, que Bergman tira alguns de seus melhores trabalhos.