sábado, 14 de outubro de 2017

Retrospectiva: 1957


GUILHERME W. MACHADO

Dando seguimento à minha proposta de resgatar alguns anos (começada aqui), puxo agora 10 filmes de 1957, que considero um dos anos mais fortes da década de 50. A densidade de obras-primas é grande; pode ser um ano só, mas um que concentra: o meu Fellini preferido, possivelmente meu Kurosawa preferido, um dos melhores do Tourneur, DOIS Bergmans, um filmaço subestimado do Chaplin, um top 3 do Kubrick e uma das melhores dentre as tantas obras-primas que Nicholas Ray fez nessa década. Pra resumir numa frase: é um ano tão bom que tem dois filmes de um dos meus diretores preferidos (Billy Wilder) e nenhum deles entrou nesse top 10.

domingo, 8 de outubro de 2017

Mãe! (Darren Aronofsky, 2017)


GUILHERME W. MACHADO


Então... Demorei, confesso, para escrever esse texto. Não porque precisava de tempo para pensar, afinal o filme é tão plano quanto as palavras de seu diretor, revelando prontamente suas intenções na tentativa de passa-las por algo mais complexo. Demorei precisamente porque a busca por importância na qual incorrem diretores como Aronofsky é, em geral, apelativa a um público sempre à procura de um gênio; pensei, portanto, se era uma polêmica que valia a pena ser comprada (até porque incitar essas discórdias insossas faz parte da estratégia de venda de Mãe!, e isso eu não queria alimentar de jeito nenhum).

domingo, 10 de setembro de 2017

Ranqueado - Terrence Malick


GUILHERME W. MACHADO

Dentre os cineastas mais inventivos da atualidade, Malick é outro daqueles autores polarizados entre fãs e haters, com a maioria dos cinéfilos – eu seguramente, embora atualmente já tenha me definido bem mais quanto a ele – transitando entre os dois grupos. Não sou, por exemplo, grande fã dos 3 últimos filmes dessa lista; tiro proveito deles, posso até dizer que gosto de Amor Pleno (2012). Os outros dois não é que considero como fracassos, são filmes interessantes, mas em comparação ao êxtase que o restante de seus títulos me provoca, ficam devendo. E com Malick, embora em todos seus trabalhos haja base para uma avaliação bem criteriosa, a experiência pessoal e subjetiva do espectador com cada filme conta muito, por conta da intimidade com a qual trabalha seu material.


sábado, 26 de agosto de 2017

Melhores Filmes da Década de 40


GUILHERME W. MACHADO


Então, dando seguimento às listas de décadas aqui no blog (começadas aqui), vou para uma saudosista. Valem as mesmas regras, lembrando que, como disse no outro post: essa lista não será fixa, estará sempre sujeita à alterações, até porque nunca vou ter "acabado" de ver grandes filmes feitos nos anos 40, e mesmo revisões daqueles que já conheço podem mudar todo panorama. Nada mais apropriado que uma lista "inacabada", sempre em construção, como é a própria cinefilia.